Jerusalém quer relançar turismo para receber 10 milhões de visitantes por ano*

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Jerusalém quer relançar o turismo religioso e cultural e receber 10 milhões de visitantes por ano, em uma estratégia de seu prefeito, Nir Barkat, para universalizar a cidade santa e fomentar sua unidade sob bandeira israelense.

– A visão de futuro que temos para Jerusalém está em seu passado e na estratégia de abrir a cidade ao mundo.

O prefeito – que participou da 27ª edição da Conferência Internacional de Prefeitos em Jerusalém – se propôs a alcançar o número de 10 milhões de turistas ao ano no prazo de duas décadas. A cidade, na qual vivem cerca de 800 mil pessoas, recebeu no ano passado o recorde de 3,4 milhões de visitantes, um número que considera insuficiente para o que define como “o centro do mundo”.

Convencido de que tem em suas mãos “uma das ‘marcas’ mais importantes no mundo todo” que “não precisa de nenhuma apresentação”, o prefeito garante que 3,5 bilhões de pessoas desejariam visitar a cidade “pelo menos uma vez na vida” e que seu objetivo é ajudá-las a realizar esse desejo.

A conferência deste ano teve foco no uso de tecnologias para educação, segurança cidadã e integração de emigrantes, assuntos que, segundo Barkat, “são a preocupação de qualquer prefeito”.

-Na prática, todos nós temos os mesmo desafios, que são como melhorar a qualidade de vida de nossas povoações.

Como novidade, a Conferência de Jerusalém inclui percursos por Haifa (norte) e Tel Aviv (centro), com uma visita nesta última cidade à escola na qual estudam alunos de 48 nacionalidades.

Barkat – um empresário de 52 anos que em 2003 deixou os negócios para ibgressar na vida pública – diz estar consciente da crise econômica que a cidade sofreu nas últimas décadas e dos problemas de imagem que arrasta pelo litígio político com os palestinos, que demandam a parte leste como capital de seu futuro Estado.

-O desafio que tenho como prefeito é transformar Jerusalém em uma cidade mais atrativa (…) e 10 milhões de turistas criarão imensas oportunidades.

Ele não cogita a partilha de Jerusalém entre israelenses e palestinos porque, segundo ele, a cidade “nunca foi capital de nenhum povo, só do judeu”, e ressaltou ainda que “o segredo está no desenvolvimento econômico” com o turismo como principal motor de crescimento.

-É preciso agir para que as pessoas cheguem e aproveitem a cidade. Que percebam que esta é uma cidade aberta, onde há liberdade de crença e acesso aos locais santos, liberdade que não houve durante 2000 anos até a sua reunificação [na Guerra dos Seis Dias, em 1967].

A população que reside no perímetro municipal de Jerusalém (que inclui a parte leste não reconhecida pela comunidade internacional) é composta por cerca de 500 mil judeus e 300 mil palestinos, e as estatísticas revelam que em menos de duas décadas terá superado um milhão de habitantes. Trata-se de desafio que exigiria do município a construção de 50 mil novas casas e uma profunda transformação de suas vias de trânsito, dentro de um plano que, segundo o prefeito, está destinado para que Jerusalém “assuma o papel que lhe corresponde no mundo”.

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