Egito prende líder importante do partido da Irmandade Muçulmana

.

El-Erian, vice-líder da legenda Liberdade e Justiça foi detido em casa de Novo Cairo, onde estava escondido

Autoridades egípcias prenderam o importante líder da Irmandade MuçulmanaEssam El-Erian, a mais recente prisão em uma ofensiva do governo contra o movimento islâmico., informou o Ministério do Interior nesta quarta-feira (30)

AP

Essam el-Erian, vice-líder do Partido Liberdade e Justiça, dá entrevista na sede da Irmandade Muçulmana no Cairo, Egito (16/5/2011)

El-Erian, vice-líder do partido Liberdade e Justiça, o braço político da Irmandade, foi encontrado e detido numa residência em Novo Cairo. Ele estava foragido desde aqueda do presidente islamita Mohammed Morsi, em julho.

Em meio a distúrbios: Egito marca julgamento de Morsi para novembro

Em setembro: Egito estende estado de emergência por mais dois meses

El-Erian foi encontrado depois que forças de segurança receberam uma pista do seu paradeiro, informou uma autoridade da força policial em condição de anonimato.

Muitos líderes da Irmandade foram detidos e acusados de incitar a violência desde que o Exército depôs Morsi após protestos em massa contra o governo.  O próprio Morsi está detido em localização desconhecida e incomunicável desde então.

Reação: Ministro do Interior egípcio sobrevive a atentado no Cairo 

Mohammed Badie: Egito prende principal líder espiritual da Irmandade

Pelo menos mil pessoas, incluindo membros das forças de segurança, foram mortas na violência que se seguiu à derrubada de Morsi. Centenas de partidários do presidente deposto foram mortos quando as forças policiais atacaram dois acampamentos de manifestantes que cobravam a reintegração de Morsi, em 14 de agosto.

Morsi, Erian e outros 12 líderes da Irmandade devem ir a julgamento na segunda-feira sob a acusação de incitar a violência.

Os líderes da Irmandade acusam o Exército de ter perpetrado um golpe de Estado, prejudicando os ganhos democráticos obtidos desde uma revolta popular que derrubou o veterano autocrata Hosni Mubarak, em 2011.

Com AP e Reuters

 

.