Desemprego bate recorde na zona do euro; inflação fica em 3%*

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Elevando as preocupações quanto à saúde econômica da zona do euro, o índice de desemprego na região medido em setembro foi de 10,2% da população ativa, o que representa o maior nível histórico, segundo a agência europeia de estatísticas Eurostat.

O mesmo nível havia sido alcançado em junho de 2010. Com os dados de setembro, a taxa de desemprego na zona do euro chega a seu quinto mês consecutivo acima de 10%.

A taxa ficou pouco acima aos dados revisados de 10,1% medidos em agosto. Inicialmente, a Eurostat apontava desemprego de 10% no período.

Segundo os cálculos da agência, 16,198 milhões de cidadãos da zona do euro estavam sem trabalho em setembro, o que o representa 188 mil a mais que no mês anterior.

A Espanha foi novamente o país do bloco com maior taxa de desemprego, de 22,6%, enquanto Áustria e Holanda registraram os menores índices, com, respectivamente, 3,9% e 4,5%. A França teve uma taxa de 9,9% em setembro e não há dados disponíveis para a Alemanha.

INFLAÇÃO

A inflação na zona do euro também não trouxe boas notícias. O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) manteve em outubro a taxa acumulada em 12 meses de 3% que havia sido registrada em setembro, enquanto economistas previam que a alta caísse para 2,9%.

Esse é o maior nível desde o de 3,2% registrado em outubro de 2008 e é muito superior à meta perseguida pelo BCE (Banco Central Europeu), que é de algo próximo, porém inferior a 2%.

Os dados aumentam as incertezas diante da reunião da autoridade monetária da zona do euro, que se reúne na quinta-feira pela primeira vez sob o comando de seu novo presidente, Mario Draghi.

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